O silêncio
Invadiu toda a casa
Ninguém a quem perguntar
Pelos termômetros passando
do quarto, da cozinha
Da sala de estar
Aqui tem tantos termômetro
A temperatura invade
o lugar
Ninguém na rua andando
Somente a ausência de sol
Nenhuma criança gritando
chorando, correndo veloz
Nenhum cachorro latindo
Nenhum menino jogando futebol
Nenhum gato miando
Nenhum barulho de liquidificador
O tempo nos ponteiros
registrando
As minhas conversas mentais
Na casa a rotina
esperando
A tempestade fugaz
Entre cobertores
esquentando
o silêncio, o tempo e a solidão
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