O mau hálito da vida



Porque nada acontecia 
A vida passava em branco 

Os anos não eram poucos
Eram dias muito longos

As conversas que haviam
Eram cheias de inércia

O dias sem alegria
 Se arrastavam por meses

Fazendo poemas tortos
Pra compensar a tristeza

Sentada mascando chiclete
 Tirando o hálito da boca

Às vezes ela sorria
 Com raiva entre os dentes

A vida sozinha vivia
Uma miragem descontente

Pensando que era artista 
De uma obra inteligente 

As horas transformadas em dias
e as semanas em meses

Os meses somados aos anos
Não eram doze
Mais treze

O mau hálito da vida
À atormentava há milênios

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