O encontro do morcego com o porquinho gordinho



Era uma vez 
um morcego faminto,
Voando no céu infinito
 da China

Um morcego perdido na noite 
Voando sem rumo
 procurando comida

De repente, viu o morcego
toda a sua sorte mudar
Pois no meio do caminho
Um porquinho estava lá

Um porquinho, lindo e gordinho
 cansado de tanta lavagem
Estava lá ressonando, 
Seria uma miragem?

 Em sua fome dilacerante
O morcego começou à sonorizar
Que sorte!
Que sorte, a minha!
   Bateu o morcego as asinhas
Para comemorar

 Olhou em volta 
 desconfiado
Não viu ninguém à velar

 O porquinho estava sozinho
Pronto pra se saborear

Confuso e desorientado
 saciou-se o morcego
Do manjar

 O porquinho que de nada sabia
Acordou feliz para mais um dia
Esperando pela lavagem
Na lama fazia traquinagem

Mais o dono do porquinho
Tinha outros planos
Naquele dia
Dirigiu-se ao mercado
Era dia de alforria
  
Descobriu o porquinho perplexo
O significado de uma vida
Esquartejado, dividido, cortado
 Acabou o porquinho seu dia

 Pendurado no mercado
Junto com outros bichinhos
Viu o porquinho 
 suas partes espalhadas
Pelas inúmeras casas da  China

E foi assim, que nasceu o conto
contado
 Do encontro do morcego e o porquinho 
É assim em alguns encontros
Entre os que fornecem a lavagem
e os famintos

Dele pode nascer 
Um ser dissidente 
Um Vírus, uma pandemia   !
🐖

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