Poema de número setenta

 

O poema de número setenta

Esta chegando

Cheio de flores coloridas

Cartazes espalhados

Pelas principais avenidas


É O POEMA NÚMERO SETENTA!

Esperado pelo povo

Toma de surpresa os críticos 

Mais não os que pensam

Desintelectuais! 


Antónimo de erudito, culto!

Mentalmente especulativo

Destreza da mente suburbana

Num bairro qualquer escondido


Este é o poema setenta

Com muito mais ritmo

Sem bossa nova

Muito mais simples


O poema de número setenta

Chegou pra mostrar 

Um povo pensativo


Misturado em raças 

Sem outra alternativa 

Corpos que sacodem

Se arrastando dentro da poesia


Corações  latentes

Cheios de energias

Opinião importada de filmes


O poema de número setenta

Anuncia


Uma nova era

desinibida 

Liberdade assexuada

Andrógina, bandida


Fruto de uma sociedade

Ditatorialmente livre! 

  


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